Impactos da pandemia no cérebro das crianças

Impactos da pandemia no cérebro das crianças

12 Novembro 2021

      A pandemia ocasionada pelo COVID-19 ainda não chegou ao fim, mas já podemos observar os impactos que esse evento traumático tem causado nas crianças e estudantes de diferentes idades. Pesquisas a longo prazo precisam ser finalizadas para que possamos ter precisão dos prejuízos causados, porém muitos especialistas estimam que possa demorar mais de 10 anos para que os danos sejam recuperados.

Os impactos podem ser observados em diferentes esferas como: social, cognitivo, emocional, econômicos e outros.

 

SOCIAL

Com o início da pandemia, as escolas foram fechadas e as crianças permanecerem isoladas em casa com seus pais ou responsáveis. Todos foram afastados do convívio social, de seus colegas, professores, amigos e até mesmo familiares. Muitas crianças precisaram conviver e estudar em ambientes de estresse, vulnerabilidade, com baixa, ou nenhuma, estrutura para o desenvolvimento de sua aprendizagem.

O isolamento repercute e causa grandes danos ao emocional das crianças, fazendo com que o retorno às aulas presenciais possa ser traumático, repleto de medo, angústias, choros e dificuldades no desprendimento de seus familiares.

 

EMOCIONAL

Atualmente muitos profissionais da educação e pais, tem relatado situações como perda de paciência, ansiedade, dificuldade em manter a atenção, seguir comandos, esperar ou lidar com frustações.  Essas situações vêm sendo observadas por diferentes pesquisas. Estima-se que 6 em cada 10 crianças possuem ansiedade, além de utilizarem de forma exagerada as redes sociais. Além disso, 4 a cada 10 entrevistados relataram insônia ou distúrbios alimentares (AGÊNCIA SENADO, 2020).

A Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) ressalta que a pandemia de COVID-19 possa ter contribuído para o aumento dos maus tratos infantis, seja em aspectos físicos ou emocionais. Para a OECD, a presença e interação em ambientes de alto estresse, prejudica o desenvolvimento das crianças. Pesquisas de 2009 estimam que aproximadamente 1 a cada 10 crianças sofria de negligência ou abusos emocionais, número esse que cresceu significativamente no decorrer de 2020 e 2021. Todas as mudanças e incertezas tem afetado negativamente o desenvolvimento das crianças. E o baixo contato social ocasionado pelo isolamento, dificulta o trabalho de profissionais na identificação dessas situações para proporcionar a proteção das crianças e famílias em risco (OECD, 2021).

 

COGNITIVO

Todos os aspectos citados anteriormente afetam o desenvolvimento cognitivo das crianças. Uma avaliação realizada pela fundação Lemann através da avaliação em fluência (PARC), realizada com 250mil alunos, aponta que 73% dos estudantes ainda estão na categoria “não alfabetizados” e apenas 7% dos estudantes da pesquisa podem ser consideramos leitores fluentes (FUNDAÇÃO LEMANN, 2021).

Ainda, dados levantados pelo Observatório de Educação (INSTITUTO UNIBANCO, 2021), apontam que os estudantes do Ensino Médio que ingressam no 3º ano do Ensino médio de 2021, apresentaram uma baixa de 10 pontos em seus exames de proficiência, considerando o que era esperado em um ano típico. Estima-se que as perdas no decorrer do ano, possam alcançar níveis duas vezes maiores.

Os dados no que se refere ao ensino e aprendizagem da Educação Infantil e anos iniciais ainda são baixos. É preciso realizar um acompanhamento sistemático das crianças em diferentes aspectos. Mas com base nas evidências já apresentados é possível estimar os prejuízos causados no cérebro e desenvolvimento das crianças.

 

O QUE FAZER?

Apesar das crianças possuírem maior plasticidade cerebral - ocasionando uma maior adaptabilidade às mudanças - o cérebro ainda não possui estruturas suficientes para lidar com a série de eventos estressantes e traumáticos ao que foi exposto.

Nesse momento, precisamos aceitar que isso já aconteceu e buscar maneiras de melhor lidar com esses prejuízos e reduzir os danos de maneira tranquila, lúdica e segura para as crianças.

É fundamental que tenhamos cuidado, paciência e acima de tudo, conhecimentos que auxiliem nesse processo. Precisamos buscar meios de realizar intervenções que auxiliem cada criança no seu individual, priorizando as dificuldades de cada um.  Há muitos profissionais que podem auxiliar nesse processo. Pode ser um caminho difícil, mas de uma coisa eu tenho certeza:

 

NÓS SOMOS CAPAZES DE TRANSFORMAR A EDUCAÇÃO!

 

Após muitas leituras sobre o tema, percebi que precisamos realizar técnicas que nos auxiliem no processo de adaptação escolar das crianças a nova realidade. Por isso, eu vou abordar esse tema em aulas práticas incríveis.

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REFERÊNCIAS

Agência Senado. Pandemia acentua déficit educacional e exige ações do poder público. Disponível em: <https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2021/07/pandemia-acentua-deficit-educacional-e-exige-acoes-do-poder-publico> Acesso em 10 de nov. de 2021.

Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). Combatting COVID-19’s effect on children. Disponível em: <https://www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/combatting-covid-19-s-effect-on-children-2e1f3b2f/#section-d1e513> Acesso em 10 de nov. de 2021.

INSTITUTO UNIBANCO. Observatório de Educação, Ensino Médio e Gestão. Perda de aprendizagem na pandemia. Disponível em: <https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/cedoc/detalhe/89499b7c-6c99-4333-937d-1d94870d3181?utm_source=site&utm_campaign=perda_aprendizagem_pandemia> Acesso em 10 de nov. de 2021.

FUNDAÇÃO LEMANN. O impacto da pandemia na alfabetização no Brasil. Disponível em: <https://fundacaolemann.org.br/noticias/o-impacto-da-pandemia-na-alfabetizacao-no-brasil> Acesso em 10 de nov. de 2021.

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